
Ferreiro
Fogo, bigorna e tudo o que é de metal neste território.

Negócios com dono, empregados e contas para pagar. Podes trabalhar num — ou ser o patrão.

Fogo, bigorna e tudo o que é de metal neste território.

Espingardas, revólveres e munições para quem tem com que pagar.

Rodas, eixos, correias — o que mantém as carroças a andar.

A empresa que transforma floresta em tábuas.

Uma comunidade com as suas próprias leis, ofícios e território.

O comboio, os carris e tudo o que anda em cima deles.

Do milho à garrafa, com ou sem o conhecimento do xerife.

Quem te põe de pé quando levas um tiro.

Delegados, xerifes e o marshal. A lei, quando aparece.

Terra, gado e trabalhadores. Gerir em vez de fazer.

Peles e tecido transformados em roupa que vale a pena vestir.

Bebida, música, poker e um quarto lá em cima.

Pão, tartes e o cheiro que enche a rua de manhã.

Comida a sério para quem passou o dia no mato.

Punhos, apostas e um médico à porta.

Da caça à montra, com faca afiada.